TGD- ESTRATÉGIAS E RECURSOS DE BAIXA TECNOLOGIA
AEE – JUCINEIDE RIBEIRO 2014
As estratégias e recursos de baixa
tecnologia tem o intuito de apoiar os alunos
com TGD em seu desenvolvimento de habilidades comunicacionais e na sua
interação social.
Os recursos aqui apresentados são
utilizados com pessoas com transtorno Global
do Desenvolvimento-TGD, podem ser aplicados com pessoas de 03 a 15 anos de idade, em sala de aula, AEE, Biblioteca ou ainda sala de
informática. Citaremos alguns tipos de recursos de baixa e alta
tecnologias.
RECURSOS DE BAIXA TECNOLOGIA:
Pranchas de comunicação - As pranchas
de comunicação podem ser construídas utilizando-se objetos ou símbolos, letras,
sílabas, palavras, frases ou números. As pranchas são personalizadas e devem
considerar as possibilidades cognitivas, visuais e motoras de seu usuário.
Eye-gaze - pranchas de apontar
com os olhos que podem ser dispostas sobre a mesa ou apoiada em um suporte de acrílicoou plástico colocado na vertical.
Avental - é um avental
confeccionado em tecido que facilita a fixação de símbolos ou letras com
velcro, que é utilizado pelo parceiro. No seu avental o parceiro de comunicação
prende as letras ou as palavras e a criança responde através do olhar.
Comunicador em forma de
relógio - o comunicador é um recurso que possibilita o indivíduo dar
sua resposta com autonomia, mesmo quando ele apresenta uma dificuldade motora
severa. Seu princípio é semelhante ao do relógio, só que é a pessoa que comanda
o movimento do ponteiro apertando um acionador.
A CA área da tecnologia Assistiva,
que destina-se a pessoas sem fala ou sem escrita funcional ou em defasagem
entre sua necessidade comunicativa e sua habilidade de falar e/ou escrever,
pode acontecer sem auxílios externos e, neste caso, ela valoriza a expressão do
sujeito, a partir de outros canais de comunicação diferentes da fala:
gestos, sons, expressões faciais e corporais podem ser utilizados e
identificados socialmente para manifestar desejos, necessidades, opiniões,
posicionamentos, tais como: sim, não, olá, tchau, banheiro, estou bem, sinto
dor, quero (determinada coisa para a qual estou apontando), estou com fome e
outros conteúdos de comunicação necessários no cotidiano.
Tem o objetivo de ampliar ainda mais
o repertório comunicativo que envolve habilidades de expressão e compreensão,
são organizados e construídos auxílios externos como cartões de comunicação,
pranchas de comunicação que devem ser construídas juntos com o aluno. pranchas
de palavras, vocalizadores ou o próprio computador que, por meio de software específico, pode tornar-se uma ferramenta
poderosa de voz e comunicação. Os recursos de comunicação de cada pessoa são
construídos de forma totalmente personalizada e levam em consideração várias
características que atendem às necessidades deste usuário, principalmente
pessoas com TGDs.
O termo Comunicação Aumentativa e Alternativa
foi traduzido do inglês Augmentative and Alternative Communication - AAC. Além
do termo resumido "Comunicação Alternativa", no Brasil encontramos
também as terminologias "Comunicação Ampliada e Alternativa - CAA" e
"Comunicação Suplementar e Alternativa - CSA".
Cartões de comunicação
Descrição de imagem:
A imagem apresenta vários cartões de comunicação com símbolos gráficos
representativos de mensagens. Os cartões estão organizados por categorias de
símbolos e cada categoria se distingue por apresentar uma cor de moldura
diferente: cor de rosa são os cumprimentos e demais expressões sociais, (visualiza-se o símbolo
"tchau"); amarelo são os sujeitos, (visualiza-se o símbolo "mãe"); verde são os verbos (visualiza-se o símbolo
"desenhar"); laranja são os substantivos (visualiza-se o símbolo "perna"), azuis são os adjetivos (visualiza-se o
símbolo "gostoso") e branco são símbolos diversos que não se enquadram nas categorias anteriormente
citadas (visualiza-se o símbolo "fora").
PCS
Um dos sistemas simbólicos mais
utilizados em todo o mundoé o PCS - Picture
Communication Symbols, criado em 1980 pela fonoaudióloga estadunidense Roxanna
Mayer Johnson. No Brasil o PCS foi traduzido como Símbolos de Comunicação Pictórica. O sistema PCS possui como características: desenhos simples e claros, fácil reconhecimento, adequados para usuários
de qualquer idade, facilmente combináveis com outras figuras e fotos para a
criação de recursos de comunicação individualizados. São extremamente úteis
para criação de atividades educacionais. O sistema de
símbolos PCS está disponível no Brasil por meio do software Boardmaker.
Prancha com símbolos PCS
Descrição de imagem:
Visualiza-se uma prancha de comunicação com dezoito símbolos gráficos PCS cujas
mensagens servirão para escolher alimentos
e bebidas. Os símbolos PCS estão organizados por cores nas categorias social (oi,
podes ajudar?, obrigada); pessoas (eu, você, nós); verbos (quero, comer,
beber); substantivos (bolo, sorvete, fruta, leite, suco de maçã esuco de laranja) e adjetivos (quente, frio e gostoso).
Que tipo de recursos podemos criar
com o Boardmaker?
Como já mencionado, o Boardmaker
permite a construção de materiais que serão impressos e utilizados pelos
usuários da CA.
Conhecendo os desafios educacionais
que os alunos enfrentam no cotidiano escolar e utilizando-se de muita
criatividade, o professor especializado poderá criar os recursos de comunicação
e acessibilidade necessários aos seus alunos por meio das várias ferramentas de
seu Boardmaker. Abaixo vamos descrever e ilustrar algumas ideias de aplicação
deste software.
Atividades educacionais acessíveis:
Com o Boardmaker você pode criar várias atividades educacionais para garantir
acessibilidade e participação de alunos que utilizam a CA em
sala de aula. Lembre-se da importância da interlocução entre o professor do
Atendimento Educacional Especializado, que construirá os recursos de
acessibilidade, e o professor da sala de aula comum. Sem conhecer o plano de ensino do professorda sala comum, com seus objetivos e
atividades previstas, será impossível propor, construir e disponibilizar os
recursos de acessibilidade para o aluno.
O professor especializado deverá
também ensinar as estratégias de utilização destes recursos para o aluno, seu
professor, para os colegas, comunidade escolar e família. Desta forma ajudará a
todos a entender e a utilizar estas ferramentas de acessibilidade.
Vejamos alguns exemplos de atividades
personalizadas com o Boardmaker: Atividades
escolares: Essas atividades podem ser utilizadas
com crianças com TGD
Descrição das
imagens:
Três atividades foram construídas
para que o usuário da CA possa responder questões apontando
os símbolos gráficos PCS. A primeira pede para apontar os animais; a segunda
para apontar os vegetais e a terceira para apontar os minerais.
Abaixo de cada questão visualiza-se
uma série de símbolos gráficos com imagens representativas dos três reinos da
natureza
Utilização de outras imagens digitais
nas produções com o Boardmaker
Você poderá introduzir novas imagens no seu Boardmaker e assim ampliará
sua biblioteca de símbolos. As novas imagens poderão ser capturadas na
internet, extraídas em banco de imagens, fotografadas com câmera digital ou
também escaneadas de materiais impressos. Você poderá arquivar as imagens
digitais na biblioteca do Boardmaker o que permitirá sua fácil localização para
uso em produções futuras. Abaixo algumas fotos ilustram trabalhos feitos com o
Boardmaker que utilizaram imagens capturadas de diversas origens.
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Descrição
de imagem:
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Uma prancha de comunicação foi
construída com fotografias e apresenta os símbolos "luva",
"pantufa", "calça", "cão", "melão",
"casaco", "telefone", e "rosa".
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Descrição
de imagem:
Com
fotografias escaneadas de um cardápio foi montada uma prancha de comunicação
temática, para comprar o lanche.
Visualizamos
as imagens dos sanduíches, copo de refrigerante, salada e embalagem do
lanche. Estas mesmas imagens aparecem organizadas numa prancha de
comunicação.
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